O Barcelona não sabe contratar


Dos principais clubes da Europa (em termos de títulos, elenco e receita), o Barcelona é o que pior contrata. Não estou falando, é claro, das aquisições de Luis Suárez - que chegou por 87 milhões de euros e já consagrado em outro grande time, o Liverpool - ou de Neymar - que chegou ainda como promessa, mas também custou 87 milhões de euros -, mas de transferências como as de Lucas Digne, Aleix Vidal, Mathieu, André Gomes e Paco Alcácer, apenas para se ater ao elenco atual.

É bem verdade que não há como saber se um jogador vai ou não encaixar no elenco quando se completa uma negociação. No entanto, não é preciso ser nenhum gênio para saber que Mathieu não seria nunca um substituto à altura de Puyol. O zagueiro francês é um dos piores jogadores que vestiram a camisa blaugrana nos últimos anos e não serve nem para um bom reserva. Levando-se em conta que Mathieu chegou ao Barcelona com 30 anos e por 21,5 milhões de euros, eis um exemplo que ilustra perfeitamente a primeira frase do texto.

Lucas Digne chegou como alternativa para a lateral esquerda, mas sequer ameaçou Jordi Alba - que viveu grande fase há três ou quatro anos, mas já não atua no mesmo nível. Aleix Vidal e Arda Turan passaram seis meses apenas treinando, já que o Barça estava proibido pela Fifa de contratar. E ninguém sabe se perderam o ritmo de jogo e até hoje não recuperaram, ou se simplesmente não se encaixaram na equipe. Vidal, que pode atuar em qualquer das laterais ou mesmo no meio de campo, sofreu grave lesão, mas mesmo antes disso deixava a desejar. Já Turan não mostrou com a camisa blaugrana nem 1/4 do futebol que o fez liderar um grande Atlético de Madrid entre 2011 e 2015. Completam a lista de atuais decepções André Gomes (35,7 milhões de euros) e Paco Alcácer (30 milhões de euros).

É preciso ressaltar que todos esses jogadores chegaram para fortalecer o banco de reservas culé. Mas, se no Real Madrid os reservas fizeram a diferença esta temporada, principalmente na reta final, no Barcelona a ausência de alternativas de rodízio para a equipe titular também foi decisiva para que a temporada deixasse a desejar.

E isso sem falar em Vermaelen, que chegou machucado no verão europeu de 2014 por 20 milhões de euros e passou a temporada inteira sem jogar. Ou no brasileiro Douglas, que ninguém sabe exatamente como foi parar no Barcelona. E que tal o volante Alex Song, que foi o objeto de desejo do Barça durante todo o verão europeu de 2012, preenchendo as páginas dos jornais esportivos da Catalunha no período de férias dos campeonatos, mas nunca foi titular apesar dos 20,5 milhões de euros gastos? O caso mais emblemático, porém, é o do zagueiro Chygrynskiy. O ucraniano chegou em 2009 por 24 milhões de euros, disputou 14 jogos, sendo 10 como titular, e voltou ao Shakhtar Donetsk no ano seguinte por 15 milhões de euros.

O elenco enxuto e o aproveitamento de jogadores das categorias de base se tornaram características do Barcelona durante a era Guardiola. Entretanto, mesmo que La Masía ainda seja um dos melhores centros de formação de talentos do futebol mundial, não é sempre que Messis, Iniestas, Xavis e Piqués brotarão ao mesmo tempo. Do atual time catalão, com exceção de Suárez e Neymar, apenas Umtiti, Rakitic e Ter Stegen foram contratações recentes acertadas, cujo desempenho vem correspondendo - ou superando - aos valores por eles pagos. Levando-se em consideração que canteranos como Sergi Roberto também não vêm demonstrando o futebol necessário para estar num dos melhores times do mundo, o Barcelona precisa urgentemente revisar sua política de contratações, uma vez que Xavi e Puyol já se aposentaram, Iniesta já alterna a titularidade com o banco, Suárez e Piqué já completaram 30 anos e Messi, mesmo sendo gênio, está com 29. Resta saber se o técnico Ernesto Valverde será a primeira contratação acertada dessa renovação.

Crédito: Miguel Ruiz FCB

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