O dono da "lateral" direita


Daniel Alves está entre os melhores laterais-direitos do mundo há 10 anos, isso é indiscutível. O baiano pode não ser o lateral preferido de muitos, tendo tido algumas atuações duvidosas pela Seleção e sendo caracterizado também pela língua solta fora de campo. Porém, aos 34 anos, o brasileiro foi um dos protagonistas da última temporada europeia e anda ocupando também as manchetes do mercado de transferências. As últimas notícias desta terça-feira dão conta de que Dani Alves já teria negociado sua saída da Juventus e acertado a ida para o Manchester City, onde reeditaria a parceria bem-sucedida com Pep Guardiola.

No Barcelona campeão de quase tudo entre 2008 e 2011, Daniel Alves era, muitas vezes, o segundo jogador mais importante do time, atrás apenas de Messi e não raro à frente de Xavi ou Iniesta. Oficialmente, o brasileiro é lateral-direito, mas quem acompanhou muitos jogos da equipe blaugrana naquela época sabe que ele jogava mais como ponta, ou até atacante. Não era incomum vê-lo dentro da grande área adversária ou invadindo-a pelo flanco direito, enquanto Puyol segurava a defesa. Não à toa ele é o jogador com o maior número de assistências para Messi: 42 - à frente, mais uma vez, de Xavi e Iniesta.

Pois, além de não saber contratar, o Barcelona não sabe também segurar seus jogadores. Os dois últimos anos de Daniel Alves na Catalunha foram marcados por intensas desavenças públicas quanto à renovação ou não de seu contrato. Ele queria mais dinheiro, visto sua importância o elenco, e mais valorização e empenho por parte da diretoria, que, por sua vez, se recusava a oferecer um contrato de longo prazo e alto valor a um jogador na casa dos 30 anos e, em teoria, de defesa. Não foram poucas as vezes em que o lateral reclamou publicamente da demora na renovação do vínculo, que acabou acontecendo apenas porque o Barcelona fora proibido pela Fifa de contratar novos jogadores. No fim das contas, Daniel Alves saiu sem custo direto para a Juventus. O Barcelona caiu nas quartas-de-final da Champions justamente para a Juve, ficou sem o título espanhol pela primeira vez em cinco anos e teve de se contentar apenas com a Copa do Rei, enquanto Dani Alves e a Velha Senhora conquistaram o Italiano e a Copa da Itália e perderam o título da Liga dos Campeões para um imparável Real Madrid.

Não é coincidência que a queda de produção do Barcelona se dê justamente após a saída do brasileiro. Com a contratação de Neymar e Suárez e a formação do letal trio MSN, Daniel Alves perdeu espaço no ataque e passou a atuar mais como lateral de ofício - mas lateral ofensivo, como é da tradição brasileira. No entanto, seguia fundamental na criação de jogadas e também na recuperação de bolas e na defesa, com um fôlego invejável para quem já passou dos 30 anos. Após transferir-se para a Juventus, foi substituído no flanco direito blaugrana por Sergi Roberto, jovem promissor e polivalente de La Masía, mas bastante inferior ao brasileiro na lateral. Para compensar a ausência de Daniel Alves, o técnico Luis Enrique passou a trabalhar com Rafinha no setor ofensivo - até o talentoso brasileiro se machucar na metade final da temporada - e, algumas vezes, com um esquema com três zagueiros: Piqué, Umtiti e Mathieu ou Mascherano. A inovação nunca deu certo, e as piores atuações do Barcelona na reta final da temporada se deram com três zagueiros em campo - e efetivamente nenhum lateral.

Daniel Alves se tornou essencial também na Juventus, onde aprimorou suas características defensivas e brilhou nos últimos meses da temporada, sendo o protagonista da equipe na semifinal da Champions contra o Monaco. Apesar da idade, está longe de pensar em se aposentar. Pelo contrário: parece ainda estar vivendo o auge da carreira - que já dura alguns anos. No futebol inglês, de calendário desgastante e ritmo intenso de jogo, o brasileiro deve ser primordial na montagem do novo Manchester City de Guardiola.

Crédito: juventus.com

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