Buffon na "de fora"


Buffon em jogo pela Juventus

Escrevi certa vez numa coluna de jornal que desde 2011 a Fifa insiste em indicar Cristiano Ronaldo, Messi e mais um ao seu prêmio de melhor do mundo. Não importa o que os outros jogadores façam, o quão decisivos sejam, apenas um ganha vaga para ver de camarote o português ou o argentino ser premiado, pois o "+1" nunca leva o prêmio. Em 2013, por exemplo, o eleito foi Ribéry, já que o Bayern, em temporada espetacular, conquistou a Champions, além do Alemão e da Copa da Alemanha. Na coluna, eu dizia que francês é excelente jogador e tinha feito uma temporada e tanto, mas que quem havia comandado o time bávaro em todas essas conquistas fora Schweinsteiger. No entanto, sendo meio-campista e, em 2013, tendo atuado mais defensivamente, não havia a possibilidade de o alemão ser indicado - normalmente, o terceiro colocado na lista da Fifa é um jogador ofensivo, preferencialmente atacante.

Este ano, me arrisco a dizer que quem completará a relação de indicados é Buffon. É bem verdade que o italiano não teve em 2016/2017 uma temporada acima das anteriores - há muitos anos ele é um dos melhores goleiros do mundo. Entretanto, está na final da Champions e, mesmo que haja na Juventus mais de um jogador que vem fazendo a diferença (Daniel Alves, Dybala, Higuaín e Chiellini, principalmente), Buffon é o capitão, o líder e a referência da Velha Senhora, já bateu na trave da Champions em 2015 e está muito perto da aposentadoria, o que, mais uma vez me arrisco a dizer, conta (muitos) pontos a seu favor na eleição final - qual instituição não gosta de fazer uma homenagem?

Por enquanto, Cristiano Ronaldo ainda pinta como favorito. Mesmo que não tenha feito em 2016/2017 uma temporada à altura da anterior, quando ganhou Champions e Eurocopa, o português desencantou na fase final da Liga dos Campeões, destruindo Bayern e Atlético. Isso o coloca à frente de Messi na disputa, já que o Barcelona, apesar de ainda na briga pelo Espanhol, parece que terminará a temporada apenas com a Copa do Rei. Não que o argentino tenha tido um ano ruim, mas quando o Pulga "vira ET" em apenas alguns jogos, parece que Messi é apenas um excelente jogador, e não fora do normal.

Não que a minha opinião faça diferença para a Fifa, mas, em coerência com o post anterior, eu daria o prêmio - ou ao menos a vaga na lista dos três melhores - a Toni Kroos. Mesmo que Cristiano Ronaldo tenha feito 8 dos últimos 10 gols do Real Madrid na Champions, mostrando um poder de decisão que só os craques têm, Kroos é o grande responsável pela regularidade em alto nível do time merengue, regendo a equipe que vem jogando o melhor futebol da atualidade. É uma pena que o meio-campista deverá ser visto na festa da Fifa apenas no time de 11 melhores.

Mesmo que Buffon não tenha sido o melhor jogador da temporada, seria uma bela homenagem se o goleiro levasse o prêmio da Fifa para casa.

Crédito: juventus.com

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