Os donos da Premier League


O prêmio de melhor jogador da temporada na Premier League provavelmente será de Kevin De Bruyne ou David Silva, dada a tamanha superioridade do virtual campeão Manchester City, mas ninguém tem jogado mais bola na Inglaterra que Mohamed Salah e Harry Kane. E no duelo entre os dois craques no último domingo, ambos alcançaram marcas que só comprovam isso.

Salah chegou a 20 gols em sua 25a partida no Campeonato Inglês, sendo o jogador do Liverpool que mais rápido chegou a esse número – e depois ainda marcou mais um. Já Kane fez seu tento de número 100 na Premier League, em 141 jogos. Apenas Alan Shearer, com 124 partidas, alcançou os 100 gols com menos jogos que o atacante do Tottenham.

Kane vem voando na Inglaterra há pelo menos três temporadas. Este ano ele tem 22 gols – contra 21 de Salah e 17 de Agüero, que vêm atrás do “Hurricane” na briga pela artilharia –, e já foi o artilheiro em 2016/17 e 2015/16, com 29 e 25 gols, respectivamente. Mas não é só o número de gols do inglês que impressiona, mas a variedade. De seus 100 gols, 14 foram marcados de cabeça (Kane mede 1.88m), 60 com o pé direito, 26 com o pé esquerdo, 14 de pênalti e um de falta.

Além da versatilidade e da boa pontaria, chamam a atenção em Kane sua velocidade e domínio de bola (alto e forte, o inglês torna quase impossível a tarefa dos zagueiros adversários de desarmá-lo na área ou em direção a ela), além da auto-confiança. Kane mostra não sentir pressão. No jogaço de domingo perdeu um pênalti aos 43 do segundo tempo, pouco depois de os Spurs igualarem o marcador em 1 a 1, mas converteu outro (inexistente, é bom ressaltar) já nos acréscimos, garantindo o empate (Salah havia marcado o segundo dele e do Liverpool aos 46) e um importante ponto na briga pela Champions em uma Premier League em que cinco grandes times disputam três vagas na competição europeia – o City já tem o lugar dele praticamente garantido.

Numa equipe que preza pelo jogo coletivo, Kane se sobressai e muito. Diferentemente dos principais adversários, o Tottenham não investe alto em contratações, mas revela jogadores (criados na base do clube ou comprados ainda jovens), que normalmente saem por altos valores – que os Spurs insistem em reinvestir na base. Por isso o segredo das boas campanhas da equipe de Mauricio Pochettino é o coletivo. Desde que o argentino assumiu, o Tottenham perdeu Gareth Bale e o lateral-direito Walker, sem falar em Modric pouco antes, e mesmo assim foi vice-campeão inglês em 2016/17 e brigou pelo título com o Leicester no ano anterior. Este ano ficou em primeiro lugar no “grupo da morte” da Champions, deixando o Real Madrid com a segunda vaga e empurrando o Borussia Dortmund para a Liga Europa.

O atacante de 24 anos já é o principal jogador inglês após a geração de Beckham, Gerrard, Lampard & Cia., que parecia promissora, mas não rendeu nenhum título ou mesmo participação em finais aos inventores do futebol. No English Team já são 12 gols em 23 partidas desde março de 2015, quando substitui Rooney contra a Lituânia e marcou pouco após entrar em campo, já mostrando a que viera. E não seria exagero dizer que é um dos principais jogadores da atualidade, não importa a liga ou a nacionalidade.

O egípcio de Anfield

Outro que certamente também está nessa lista é o egípcio Mohamed Salah, que já apareceu neste blog mais de uma vez e vem comandando o Liverpool de Jürgen Klopp. A trajetória do atacante dos Reds é bem diferente da de Kane. O norte-africano estreou na Europa no suíço Basel e chegou ao Chelsea em janeiro de 2014, mas não teve muito espaço no clube londrino e foi emprestado à Fiorentina por um ano e meio. Ao fim do contrato, o jogador foi para a Roma, onde finalmente conseguiu se destacar. E, depois de duas temporadas na capital italiana, Salah desembarcou em Anfield por 43 milhões de euros.

Além dos 21 gols na Premier League, o egípcio também já deu seis assistências e balançou a rede outras cinco vezes na Liga dos Campeões. Na Premier League, ele é ainda o segundo jogador com mais finalizações, 100, atrás apenas de... Harry Kane (146)! E se o Liverpool mal sente a ausência de Philippe Coutinho desde que este finalmente se mudou para Barcelona, Salah é o motivo: foram cinco gols e uma assistência em cinco partidas em 2018.

A facilidade com que o egípcio de 25 anos toca na bola é impressionante. Seus gols não são tão variados quanto os de Kane, mas Salah contribui muito na criação de jogadas e até na marcação – e vale lembrar que, diferentemente do inglês, nem sempre é ele quem bate os pênaltis dos Reds.

Em âmbito internacional, Salah vem carregando a seleção egípcia nas costas. Foi dele o gol da classificação à Copa 2018 e, num grupo com Arábia Saudita, Rússia e Uruguai, não seria surpresa se os africanos avançarem à segunda fase embalados pelo atacante dos Reds.

Mesmo que o Manchester City de Guardiola esteja quebrando todos os recordes na Inglaterra, são Kane e Salah que têm feito a alegria do fã de futebol numa liga já decidida.

Créditos: facebook Tottenham Hotspur e site oficial Liverpool FC

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