Neymar em busca do seu lugar ao sol


Ainda não está confirmada a transferência de Neymar para o Paris Saint-Germain, mas, se o negócio realmente se concretizar, pelos valores que circulam na mídia (222 milhões de euros), Neymar se tornará o jogador mais caro do mundo, muito acima de Pogba, que detém esse título desde que foi contratado pelo Manchester United por 105 milhões de euros. A mudança também daria ao atacante brasileiro o status de maior astro do time, enquanto no Barcelona o jogador divide os holofotes com Messi e até com Suárez. Esses são, provavelmente, os dois principais motivos para Neymar deixar o Barcelona rumo a Paris.

Em se analisando apenas aspectos relacionados ao futebol, faz mais sentido Neymar seguir no Barcelona. Primeiramente, o time blaugrana é melhor que o francês, com melhores jogadores - mesmo que ainda precise se movimentar neste mercado de transferências -, mais tradição e disputa uma liga mais forte. Tudo bem que o Campeonato Espanhol costuma ser decidido entre Real Madrid e Barcelona, com o Atlético de Madrid correndo por fora, mas recentemente vimos um Sevilla se impor aos grandes e diversos times de menor destaque adoram arrancar pontos dos gigantes, como foi recentemente o caso da Real Sociedad, do Valencia e do Celta. Além disso, jogar na Espanha garante ao menos dois confrontos por ano contra o Real, atual melhor time do mundo, fora eventuais duelos na Copa do Rei e na Supercopa da Espanha. E um belo gol contra os Merengues chama muito mais a atenção que contra o Olympique de Marselha.

Na França, por outro lado, o PSG é dominante, e só perde a Ligue 1 para si próprio, como aconteceu em 2011/2012, quando o Montpellier ficou com o título apesar de ter um time bastante inferior, ou para alguma equipe fora do comum, como foi o caso do Monaco na última temporada. E, diferentemente do que vira e mexe acontece na Espanha - ou na Alemanha e na Inglaterra -, as equipes de menor expressão raramente aprontam contra os grandes: a Ligue 1 é a liga nacional menos desafiadora das cinco maiores da Europa.

No Barcelona, mesmo que Neymar dispute as atenções com Messi e Suárez, ele aprende muito com seus companheiros de ataque - e talvez seja este mais um motivo para o brasileiro trocar um dos melhores times do mundo por um "novo rico": ele já se sente pronto, um jogador maduro, e quer mostrar isso ao mundo. No entanto, tabelar com Messi é bem diferente de tabelar com Pastore, e isso pode refletir em seu desempenho em campo. Para efeito de comparação, Di María foi o principal jogador do Real Madrid em 2013/2014, levando o time merengue à conquista da Champions. Desde que foi para Paris, praticamente não se ouve mais falar no argentino, que sumiu de todas as listas de melhores jogadores do mundo.

O Paris Saint-Germain é um dos "novos galácticos" do mundo do futebol, times sem muita tradição ou história rica em conquistas, mas que receberam uma enorme injeção de dinheiro e montaram super-elencos. Por enquanto, dessas equipes, apenas o Chelsea, com seu ônibus azul, conseguiu conquistar a Champions. A falta de tradição e de um elenco identificado com o clube e seus ideais pesa muito em competições maiores, como a Liga dos Campeões, e a contratação de Daniel Alves e Neymar mostraria mais um passo do PSG em busca de quebrar esse paradigma. A ida do lateral-direito para Paris ao invés de Manchester, aliás, deve ser um fator de peso na escolha do atacante brasileiro - dizem que foi por causa do "parça" que Neymar escolheu o Barcelona e não o Real Madrid em 2013.

Neymar já provou seu valor na Europa e venceu as desconfianças. O brasileiro é indiscutivelmente um dos melhores jogadores do mundo na atualidade e, com apenas 25 anos, ainda vai render bastante. É sim chegada a hora de Neymar ser "o" protagonista em uma grande equipe, mas esse protagonismo seria mais bem aproveitado - por ele e pelo time - se a transferência fosse para Real Madrid (ok ok... essa troca faria de Neymar persona non grata na Catalunha), Bayern, Manchester United, City ou Chelsea, que disputam ligas mais fortes, ou até mesmo o Milan, que este ano não joga a Champions, mas tem uma rica história e está montando um grande time para voltar a brigar no topo, fazer frente à Juventus na Itália e brigar pela Europa novamente. Trocar Barcelona por Paris não atrapalhará o crescimento do craque, mas certamente uma ida para um dos seis clubes anteriormente citados seria um excelente catalisador para esse crescimento.

Crédito: facebook FC Barcelona

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