O primeiro clássico


Vinícius Júnior era pra ser um investimento do Real Madrid. O clube espanhol pretendia repetir com o atacante a fórmula de sucesso que fez de Casemiro a peça central no time de Zidane tricampeão da Champions. Uma ou duas temporadas no Real Madrid Castilla, um empréstimo para um time médio (Porto, no caso do volante), e depois finalmente um lugar na equipe principal. Mas um péssimo início de temporada da equipe que perdeu Zizou e Cristiano Ronaldo aceleraram a inclusão do brasileiro. Na última quarta-feira Vinícius Júnior jogou seu primeiro clássico contra o Barcelona. E enquanto esteve em campo, foi o melhor jogador merengue. Nada mal para quem ainda nem completou 19 anos de idade.

A adaptação de Vinícius a um time do calibre e da pressão do Real é realmente impressionante. O ex-rubro-negro foi titular nas últimas dez partidas do time espanhol. E, no Camp Nou, Solari optou por Lucas Vázquez no time titular no lugar de Bale, e não de Vinícius - o galês, inclusive, substituiu o brasileiro na metade do segundo tempo apenas para perder um gol sem goleiro. Nessa fase de transição de um time que vem de três títulos europeus seguidos e perdeu seus dois maiores astros, o atacante parece ter conquistado a confiança do técnico Solari.

Não é por menos. Dono da faixa esquerda no estádio catalão, Vinícius não sentiu a pressão de seu primeiro jogo contra Messi, Suárez, Coutinho & cia. e jogou bem à vontade. Marcou a saída de bola blaugrana tanto no campo de ataque quanto no de defesa, e duas roubadas de bola renderam excelentes chances de gol ao Real. Com a velocidade como seu maior trunfo, deu muito trabalho a Busquets, Piqué e Nélson Semedo, e rendeu um cartão amarelo ao lateral português. Foi de Vinícius Júnior o cruzamento que deu origem ao gol de Lucas Vázquez. Falta, porém, aprimorar a finalização. Por duas vezes o atacante chutou a gol com um adversário bloqueando a trajetória da bola.

É claro que o brasileiro ainda tem muito a evoluir. Além das finalizações, faltam principalmente calma e visão de jogo no último passe. Mas a tranquilidade com que liderou o Real Madrid em campo contra seu principal adversário, na fase complicada que o time vive, o credencia a se efetivar como um dos principais jogadores merengues bem antes do esperado.

El primer clàssic

Do lado blaugrana, outro brasileiro estreante em clássicos também se destacou. Autor do gol de empate, Malcom chamou a atenção não apenas pelo importante tento, mas pelo excelente entrosamento com Nélson Semedo pela direita. Eu que não sou nem um pouco fã do lateral português fui obrigada a dar o braço a torcer na noite de quarta-feira. Foram da dupla lusófona as melhores jogadas do Barcelona até Messi entrar em campo, o que justifica a péssima atuação de Marcelo, cujo forte todos sabemos que não é a defesa.

O ex-girondino foi alçado a titular de última hora, devido às lesões do argentino e de Dembélé, e, com um Philippe Coutinho pouco à vontade, assumiu o comando do Barcelona diante do Real Madrid. Assim como Vinícius, Malcom, de 21 anos, não foi contratado com o objetivo de fazer valer os 41 milhões de euros pagos por ele já na primeira temporada. No entanto, ao contrário do conterrâneo, o ponta-direita vem sendo incorporado à equipe mais gradativamente. O Barcelona ainda não se recuperou totalmente da perda de Neymar, mas tem um time conciso, e bem mais estável que o rival madrilenho. Na quarta-feira, o atacante brasileiro fez apenas sua 14ª partida pelo Barça – a sexta como titular.

A boa atuação, num jogo do calibre que sempre é um Real Madrid x Barcelona, credencia Malcom para voos mais altos na equipe catalã. Principalmente nas semanas importantes que vêm pela frente: além da intensidade comum dos meses finais da temporada europeia, com partidas decisivas pela liga, copa e Champions, o Barcelona ainda enfrenta o rival merengue mais duas vezes, volta da Copa do Rei, no Santiago Bernabéu, dia 27 de fevereiro, e pelo Espanhol, também em Madri, no fim de semana seguinte.

Com Coutinho em baixa, Neymar entre lesões e penteados novos e Gabriel Jesus sem mostrar pela Seleção o mesmo futebol que desfila no City, é um alívio para o torcedor brasileiro ver dois atacantes com a qualidade e a personalidade que Vinícius Júnior e Malcom mostraram no clássico espanhol.

Créditos: Helios de la Rubia e Miguel Ruiz

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